Por que as empresas precisam de colaboradores com mentalidade intraempreendedora?
Hoje, por conta da grande competitividade do mercado de trabalho e das mudanças nas empresas causadas pela inovação, que está cada vez mais presente no cotidiano, torna-se mais necessário uma transformação na cultura das empresas e na própria mentalidade dos seus colaboradores.
A velocidade em que a inovação e a transformação digital está ocorrendo tem tornado os mercados cada vez mais competitivos, exigindo que as empresas se reinventem cada vez mais rápido, seja no lançamento de novos produtos ou até na otimização de processos e custos. Esse comportamento do mercado exige, cada vez mais, profissionais intraempreendedores, protagonistas e criativos, capazes de transformar e inovar para gerar alto valor para seus clientes.
Para começarmos, é muito importante que você entenda, antes de qualquer coisa, o que é o intraempreendedorismo.
Esse termo foi proferido por Gifford Pinchot III, em 1985, americano especialista em intraempreendedorismo, autor e cofundador da Pinchot University. Ele analisou a inovação dentro de empresas e deparou-se com indivíduos com comportamentos empreendedores, atuando como verdadeiros agentes de mudanças ao introduzir melhorias no curso de trabalho.
Portanto, o intraempreendedorismo, ou empreendedorismo corporativo, refere-se ao empreendedorismo que acontece dentro das empresas. Isso deixa claro que não existe o requisito de abrir a sua própria empresa para ter atitudes empreendedoras.
As características de um empreendedor são tão importantes que elas podem ser praticadas dentro de grandes organizações.
Pinchot define que os intraempreendedores são “sonhadores que realizam, que assumem a responsabilidade pela criação de inovações de qualquer espécie dentro de uma organização” (1989).
Para obter informações adicionais sobre o assunto, veja a aula “Como a Michael Page incentiva e cultiva um ambiente intraempreendedor”: https://academiapme.com.br/material-complementar/o-que-e-o-intraempreendedorismo/
A necessidade das empresas em ter colaboradores intraempreendedores
No cenário atual do mercado de trabalho, as empresas, sejam elas grandes ou não, enfrentam uma problemática muito grande com a crescente competitividade.
Com o incentivo à tecnologia e a disseminação rápida de informações, as empresas passam por uma nova onda no mercado que foca ainda mais em qualidade e em soluções inovadoras para os problemas dos seus clientes, alterando a base da competição, já que os consumidores de hoje têm mais opções.
Com isso, o número de pessoas que podem criar um negócio inovador se estende, assim como também aumenta a competitividade entre as empresas.
Por isso que a inovação do produto e criar um negócio inovador são quesitos tão marcados nas principais demandas de uma empresa que deseja se manter competitiva no mercado de trabalho.
Eric Ries, autor do livro The Startup Way, criou uma lista de fatores que influenciam nessa necessidade de avanço nas empresas, que são as preocupações mais comuns entre os empresários:
- Globalização e crescimento da nova competição global.
- A dominação dos softwares e o caminho da automação.
- A crescente velocidade da mudança tecnológica e a preferência do consumidor.
- O número de novas startups com potencial de crescimento que está entrando na indústria.
Eric ainda relata em seu livro que “cada vez mais os gerentes de hoje estão sob pressão: lançando produtos novos e inovadores, buscando novas fontes de crescimento ou entrando em novos negócios.”
Para que isso possa acontecer de fato, é preciso que toda a equipe da empresa esteja preparada e alinhada com esse objetivo, além de ter um espaço propício para a empresa agir de forma criativa e dinâmica. Com essas medidas, é possível aumentar a sua escala e a sua qualidade, gerando valor ao negócio.
É nesse contexto que a participação dos intraempreendedores se faz muito presente e essencial para a empresa.
O intraempreendedorismo traz mais oportunidades de avanço à empresa a partir da sua cultura e da forma como os colaboradores que são intraempreendedores agem.
Outro ponto destacado, agora pelo professor universitário Paulo Lemos, é a empregabilidade. Paulo Lemos é especialista em empreendedorismo e inovação e professor universitário da Unicamp. Segundo ele, não se pode pegar apenas a questão das empresas perceberem que elas precisam ser mais empreendedoras, mas também o próprio ponto de vista da oferta de emprego.
Hoje, as pessoas estão muito mais conscientes desse fato, pois sabem que precisam ser mais empreendedoras para aumentar esse nível de empregabilidade.
“Então tem esses dois lados: tem o lado corporativo e organizacional, mas também tem a consciência das pessoas que elas sabem que quem ingressa no mercado de trabalho hoje sabe que ele vai ser muito mais competitivo, muito mais atrativo para ser contratado se ele demonstrar na prática que ele tem uma visão mais empreendedora.”, diz Paulo.
A inovação presente nas empresas
Como já foi dito, a competitividade tão marcante no mercado de trabalho é traçada por um ponto fundamental: a inovação.
Paulo Lemos esclarece que não há inovação sem empreendedorismo: “A inovação sempre vai ser mais sucedida quanto maior for o grau de empreendedorismo que ela mantiver. Não adianta você ter uma estratégia de inovação muito bem fundamentada se você, na gestão dessa inovação, não souber que terá que ser ágil, saber lidar com as oportunidades, ter uma cultura muito aberta para a questão das falhas, os problemas que irá enfrentar.”
De acordo com o autor Eric Ries, “ninguém quer trabalhar em uma empresa antiquada. Ninguém quer comprar produtos de uma empresa antiquada. E ninguém quer investir em uma empresa antiquada.”
O especialista deixa claro que não é só questão de inovação tecnológica. A empresa precisa inovar na sua cultura e em todos os âmbitos.
Para ilustrar o que foi dito, o autor fala sobre o sistema de produção da Toyota, fabricante automotivo japonês.
Ele explicou que a Toyota havia se tornado tão avançada em sua capacidade de produzir eficientemente produtos existentes que havia perdido algo do seu espírito inovador inicial: “certamente a empresa tinha um método para descobrir novas ideias, mas precisava de melhorias e integração com a empresa como um todo.”
Bom, já ficou mais do que claro que é preciso uma mudança de comportamento diante de tantas transformações no modo de pensar o mercado de trabalho, certo?
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